29 de março de 2010

Pensionato do Lawrence. Uma ajuda, uma lição.

Nem todos conseguem enxergar a profundidade da minha busca, minhas verdades, minha solidão, meus medos, meus pesadelos, minhas preocupações. Não quero e não sou digno de pena de ninguém, apenas de Deus, pois Ele é o único que sabe verdadeiramente sobre minha vida.
Ajudei a muitos, e vou continuar ajudando ate que eu perceba que isso possa me prejudicar de uma forma ou de outra. Não quero reciprocidade. Temos que nos acostumar em fazer o bem sem esperar nada em troca.
Hoje, ele arrumou a mala cantarolando, para disfarçar o clima triste. Eu, friamente fingia não importar e junto a TV e internet me distraia. Ele telefonou para uma conhecida a fim de buscá-lo. Colocou a mala nas costas, aproximou-se de mim, despediu-se e tomou rumo em direção a porta. O acompanhei ate a rua. Meus sentimentos se confundiam. Aliviava-me de uma preocupação e entristecia-me pois ia embora uma companhia. Mas como já estou completamente acostumado com percas, isto seria mais uma dentre outras tão traumáticas. E la se foi adentrando em um Ford-ka. Acendi um cigarro, acenei desanimadamente e o vi indo embora.
Pronto... fiz minha parte. Claro que tudo isso me teve um custo que me preocupava e me enraivava mas após o mesmo ter ido embora, meu celular vibrou com uma mensagem com os seguintes dizeres: “QUE DEUS TE ABENÇOE MUITO POIS AMIZADE COMO A TUA É UM PREVILEGIO A POUCOS. TE AMO”.

E isso ... fica a seguinte reflexao.
Ajudar o próximo equivale um esforço grandioso próprio, um desprendimento mutuo em trazer a alguém que te pede ajuda a solução do problema. Uma palavra amiga, um prato de comida, um cobertor quentinho e cheirosinho e ate mesmo a metade do meu perfume me fez dizer a mim mesmo que valeu a pena o ter ajudado. Pois a reciprocidade dele, o que não esperava de forma alguma, veio num ato humilde de uma simples mensagem, que para mim dizia: “Dever cumprido, você tem um pontinho la no céu”...
Ai... você que ainda não entendeu a moral disso tudo, pergunta:
E o dinheiro e as despesas que você gastou o abrigando? E o perfume que ele acabou, de tanto usar? E isso e aquilo!!! E bla bla bla....
Ai... eu respondo.
Deus me dara em dobro!!! Eu confio.

25 de março de 2010

Hoje... 25 Março. Parabens Lawrence!!

Hoje . . . apenas sou assim. Olho para a janela que não tenho e vejo o mundo que afinal, é apenas meu; aquele que guardo dos tempos de menino ... Todo ano, por mais simples que fosse, havia o bolo de aniversario. Meu pai, antes de ir para o trabalho, me acordava para o abraço de feliz aniversario. E hoje ,é no meu mundo que me guardo, com medo de me perder no que me dão, nas estradas que percorro.
Há quem diga que nada neste mundo se perde, a não ser aquilo que se perde de certeza. Mas hoje eu escrevi no Twitter que “Algumas coisas terminam, outras param...”

De repente percebi que aprendi várias coisas. Mas não foi de repente, foi aos poucos. 'De repente' não quer dizer que aprendi rápido. Quer dizer que não percebi que estava aprendendo, até que aprendi. Confesso que olhei algumas fotos antigas no meu orkut, não publicas e não consegui me enxergar. Lembrei de frases ditas e atitudes tomadas por mim e as tratei como se fossem de um outro alguém.
Adquiri conhecimentos estranhos, adultos, diferentes, dentre eles que: não há amor que não acabe, que não há doença que não se cure, que não há dias tristes que dure eternamente, que não há amigos que não se vão, que não há tempos de infância que dure para sempre, que não há baladas que o dia não amanheça, que não há estrada sem fim. O caminho sim, é sem fim. Basta torcer parar estar percorrendo o caminho certo. Basta perceber que o seu próprio caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma estrada de duas mãos. De repente, talvez tenha me sentido cansado de tanto aprender, quando na verdade, estava cansado de estar rodeado de gente que não aprendeu coisa alguma. Porem, não vou me preocupar. Todos aprendem, cada um no seu tempo. O problema é que alguns demoram tanto que acabam morrendo antes da primeira aula. De repente, talvez nem todas as minhas escolhas tenham sido acertadas, e quando as percebi, já eram tarde demais pra consertá-las.

Tanta coisa pra dizer, tanta coisa pra fazer, tantos pensamentos por hoje, tantas pessoas que eu gostaria que estivesse comigo agora. Realmente, meus sentimentos suplicam para sair. Sim, talvez outros tenham aprendido mais que eu, ou até menos, ou então aprendido coisas diferentes, ou matado todas as aulas mais importantes.
Lembro que aqui não poderia estar. E se não estivesse, nem sei onde estaria, talvez num lugar desconhecido pela humanidade terrestre. Lembro também das loucuras que cometi por demais, não dignas de serem relatadas, não por serem imorais, mas sim por pertencerem somente a mim, eu, único dono.

Talvez eu esteja feliz, mas isso não é o mais importante.
Quero apenas paz.
E, se eu conseguir tirar um sorriso seu na hora mais dura e brutal...

Se eu conseguir dizer para você que não acabou que não é o fim do mundo, e que nem é o fim do começo, e que um dia você ira rir de todas as suas tristezas, tolices,trapaças... e que vou guardar comigo todos nossos segredos, e nao contarei a ninguém, nem os teus medos e não conte os meus.
Se eu conseguir mover montanhas...
Se eu conseguir surfar o tsuname...
Se eu conseguir domar o sol...
Se eu conseguir dizer o que nunca conseguiria dizer.. Isto para mim, bastaria.
Mas, pergunto-me. E se eu nao morresse nunca e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas...
O ditado é certo. Deus não da asas a cobra. Afinal sempre agi por impulso, sem qualquer dúvida ou remorso. Sempre fui firme quanto ao que falar ou fazer. Meu comportamento sempre dependeu do meu humor, das minhas vontades, e por mais que nem todas as minhas escolhas tenham sido corretas para alguns, isso justificava e me deixava livre de qualquer arrependimento.
Tudo que eu quero guardar e esquecer que algum dia eu já quis colocar para fora. E hoje me vejo escrevendo rascunhos para um blog. Rabiscos imaginários de cartas que nunca colocarei no papel, esboços de e-mails e mensagens de celular que prefiro colocar na caixa de não enviadas do que apertar o botãozinho verde e as encaminharem ao seu destinatário.
As vezes temos tanto a dizer, tanto a demonstrar, que nenhuma palavra parece ser mais eficaz do que o silêncio. Às vezes meus olhos marejados de lágrimas dizem mais do que páginas e mais páginas de texto, e com o tempo a gente vai percebendo que para ser feliz não "precisa" de algo ou alguém. O que a gente precisa mesmo é não precisar... Sem dureza, sem sofrer, sendo cada vez mais leve e pleno em cada gesto, palavra ou olhar. Então, digo uma única verdade. Cuidemo-nos com carinho. Declaremos ao Universo que estamos aberto à felicidade. Merecemos ser felizes, então, que sejamos.
Se não posso evitar o nascer e o morrer, resta-me saborear o intervalo.
Sim, queria parar o tempo, os beijo, os abraço, as musicas,os olhares as paisagens, as viagens e quão não é maior a angustia de se ver o tempo escorrer pelos lábios, braços, olhos, sentir o tempo voar e levar consigo aquele momento que até hoje é indescritível, que na minha memória sempre estará lá, parado, guardado eternamente.

Entao, decidi seguir em frente. Seguindo os conselhos do meu amigo Leo Granieri em continuar escrevendo as paginas da minha vida com autencidade, personalidade e honra.
Não vou viver como alguém que só procura e espera um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou, que são importantes.
E, mesmo andando só, trocando passos com a solidão...continuarei com esses momentos que são meus e que não abro mão.
Já sei de muita coisa. Sou um adulto, já vi o Brasil todo, já experimentei fatos, coisas, pessoas, lugares, energias enfim... e por fim...
Outro tempo começou pra mim agora...

Parabens Lawrence... A vida tem que continuar.