27 de setembro de 2008

A Vida é bela.

É passada mais uma semana, por ora produtiva, não tanto cansativa.
Uma nova era hei de vencer, não temerei, não me recearei, apenas me orgulharei de todas minhas atitudes.

O tempo passa e eu aqui, na esperança que olhe por mim.

Pena não ter as pessoas as quais amo ao meu lado diariamente, pena mesmo, pois sinto falta de cada um, mas acredito que estão cuidando de suas vidas, dos seus "futuros", dos seus maridos. BluOp!
Enquanto a mim, estou onde sempre estive, quem se foi, não fui eu, e sim foi, quem se foi.

Affairs se vão, se vem, deixa marcas e lembranças, e os reencontros são sempre mistériosos, acrescentados com um pouco de timidez, mas por fim, satisfatórios quando assim se faz ser.

A cada dia uma nova, a cada dia um desejo, uma vontade, um anseio.
Estar sozinho não é para qualquer um.
Acordar só, dormir só, enfim, são coisas que a vida está me ensinando, mas estou sendo um bom aprendiz.
Porém, termino esta na certeza de acreditar num ditado que sempre digo:


A vida é bela.

25 de setembro de 2008

Que o Outro...

Sempre é bom renovar os anseios da literatura, quando não se tem amigos ou namorados.

Sempre é bom remodelar idéias, ler idéias, compreender idéias, refletir idéias.

Eis que segue um texto do livro "Pensar é transgredir" de Lya Luft, o qual resume o momento que vivo nesses dias que parecem um deserto sem contornos, dias estes ausentes de alegria, porém, não infindável.



Canção das Mulheres

"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silencio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco mais – em lugar de voltar logo à sua vida, indo porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”

Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”

Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher."

Lya Luft

Por Lawrence Brito in reflection state.


24 de setembro de 2008

A festa da Dona "M"

Convite recebi para participar da grande festa, da minha Amiga Dona "M", logo providenciei uma caixa de cerveja. Dinhero nem sei onde consegui, mas sei que apareceu.

A noite caiu, e lá cheguei ansioso, pois não se tratava de uma simples festa, e sim, de um evento muito bem conceituado por todos que frequentam anualmente, numa casa muito bem vista por políticos e pelo público ativo.
Se tratava de uma festa de uma pessoa caridosa, bela, sincera, falante, alegre, divertida, enigmática, talvez perigosa, mas muito maizona.

Flores brancas e rosas vermelhas decoravam o recinto, o qual se pareçe um enorme castelo. Pequenos vasos de flores sobrepostas a mesas, davam boas vidas aos convidados, que chegavam ansiosos para vê-la.
Um altar com velas e bebidas, luxuavam o ambiente, que era iluminado com cartiçais de velas vermelhas.

Logo, tratei de dirigir-me ao chop, que seria cuidado por mim, isto para não haver desperdíçios ou algo semelhante.
Posso confessar que lá foi um dos melhores lugares da festa, o fato de servir chop, fez com que me entretesse com os convidados da festa. Conversava com um, brincava com outro, ria dali, brincava daqui, enfim.
A noite apenas se tornava interesante.

A demora da homegeneada da noite, fazia que os convidados perguntasem um para o outro, onde a encontrava. Eu, como amigo da casa, respondia que estava se arrumando, pois ela, sendo anfitriã, não poderia decpcionar os convidaodos com o seu visual, em sua sua festa.

Logo, os atabaques anuciavam sua chegada, e ao som de sua canção, desceu-se as escadas com um belo leque, cumprimentando todos que ali se deslumbravam com tanta energia resplandescente em seu sorriso.

O perfume exalava-se por todo o saguão.
O belo vestido com dons roxos davam glamour a quem merecia.

Tudo estava perfeito.

Imediatamente, todos os convidados animaram-se, direcionando a mesa, com diversas iguarias apetitosas.

A festa transcorria muito bem. A anfitriã fazia-se presente conversando com todos.
Sua enorme taça, sempre encontrava-se cheia. O som penetrava na alma.
Um certo momento, no meio da roda, me encontrei, e lá me perguntava, e não acreditava que vivia aquele momento transcendental.
Momento este jamais esqueçido.



"Por Lawrence Brito in reflection state"

9 de setembro de 2008

Procura-se um amor.

É, não sei por qual motivo, mas me passou em mente uma leve impresão que realmente preciso viver uma grande e inesquecível história de amor, aliás, uma ilusão momentânea por um curto espaço de tempo, de uma forte e inusitada paixão avassaladora, daquelas que os adolescentes se aventuram vivendo uma história digna de cinema, o qual deixa os olhinhos brilhantes e o caração palpitante e esperançoso, se motivando a fazer tudo com maior ânimo.

É realmente, todos nós precisamos viver momentos assim, só não vale vivé-los, se esquecendo que existe o mundo lá fora como amigos, famílias, afazeres, enfim.
Cabe cada qual saber administrar os romances vividos e também os sofridos. Digo sofridos, pois toda relação mal sucedida, vem trazer um certo sofrimento
ou frustração sentimental.
Lembro-me de duas grandes paixões, digo paixões porque foram em um pequeno espaço de tempo e me fizeram viver com o coração palpitante, e com os olhos brilhantes.


Um deles chama-se Tairone. O conheçi numa boate, numa época que não tinha muitos amigos, e saia sozinho. Recordo que ele começou a me olhar, chegou em mim, e após 20 minutos de conversa me convidou para ir a sua casa, tentando me convencer que não suportava tumúldo e som muito alto. Expliquei a ele que o conheçia a pouco tempo, e tinha receio. Depois de algum tempo, o levei até a porta, nos beijamos fervorosamente, e nos despedimos. E ele se foi. Confesso que no momento me arrependi de não aceitar o convite, porém fui para a pista de dança e lá continuei dançando sozinho, mas derrepente, duas mãos cobriram meus olhos, e ao olhar para tras, vi o rosto que me apaixonara na noite. Logo depois de uma hora, não mais resisti o seu encantante convite, e para sua residência fui.
Passamos uma bela noite, transamos de forma nunca antes vivida, inusitante, mas como toda história tem momentos trágicos, tudo se desencantou no outro dia, quando ele me disse que não queria algo sério, que somente queria viver momentos. Eu, como bobinho na época era, imaginei que pudesse mudar a situação, e no fim me dei mal. Ficamos por mais um tempo, cerca de um mês. A cada transa, mais me apaixonava, e deduzia, que os sentimentos dele fosse os mesmos que os meus. Mas um belo dia, perdemos o contado, e cada um foi viver suas vidas, me restando assim, somente a história, e um belo amor que não tive por muito tempo, apenas momentos vividos, e a esperança de encontrar um encantante rômance.


O outro se chama Marcelo, fino, educado, moreno alto, amava seu sorriso metálico, e seu jeitinho cativante de dançar. Nos conhecemos numa festa em uma chácara, vivemos picantes momentos em alguns motéis da cidade. Terminamos e voltamos depois de um certo tempo, algo em torno de um ano, mas a ultima volta, foi o fim.
Hoje ele deve estar ótimo, deve ter encontrado alguém, deve estar vivendo sua vida sem ao menos saber que um dia fui apaixonado tão quantamente por ele, e que hoje citei seu nome neste post.


É, cabe-me encontrar alguem, não por sexo ou paixão. Vejo que preciso de alguém que me policie, que cuide de mim, que me aconselhe, que me traga alegria. Poís viver só, é deprimente, triste, complicado, mas foi a minha escolha, agora me resta encontrar alguem que me ajude a mudar a forma como penso.

Por Lawrence Brito in lack state.