26 de abril de 2010

Das justificativas.

Porque tenho essa bizarra mania de sentir saudades das coisas mais impensadas. Saudades das pessoas que passaram e não estão mais, de cenas que foram, simplesmente um detalhe, mas ainda estão aqui. Saudades de fases da vida irrevogáveis.
Porque me sinto sozinho, solitário, sem paz, me estiolo, me menoscabo por isso, por conhecer muitas pessoas, mas não ter um único AMIGO em quem confiar e apenas observo que muitos que dizem ser amigos, apenas há interesses. E como há.
Porque não sei o que quero. Simplesmente, não sei. As vezes quero é ficar deitado durante todo o dia, durante vários dias, durante a eternidade. Mas daí eu tenho que me relacionar publicamente, trabalhar, sorrir, viver a vida. E tudo que eu queria era dormir, dormir e dormir. Talvez para todo o sempre.

Porque tenho depressão alternativa, prefiro curtir a depre festando, saindo, bebendo, dançando, curtindo, zoando e aproveitando muito do que ficar chorando debaixo do chuveiro, lamuriando. E nessas, me acabo demasiadamente, me envolvo com o errado e com gente que literalmente não presta.

Porque estou "atraído" por alguém, mas não tenho animo para envolver-me cada vez mais. Tenho medo de me aventurar mais do que já venho aventurando.

Porque tenho medo de me perder. Nao ter ninguem para me orientar e tarde demais ser. Me sinto só, procurando um caminho para seguir, uma direção, respostas. E hoje a saudade aperta, e não tenho nada a fazer senao apenas chorar.

Por Lawrence Tayller

22 de abril de 2010

Meu Michê - 4 [ Fator "F" ]

E lá estavamos as 06:30hs da manha de uma quinta-feira apos feriado, em plena Av. Goiás discutindo as relaçoes amorosas. Discussão essa irresolúvel, que se tratava das consideraçoes um para com o outro, das provas  sentimentais acima de qualquer outro sentimento, das exposiçoes de  fatos  a nos fazer  refletir, de  apontar erros, afim do outro reconhecer. 
De  temperamentos fortes somos feitos. Ele por nao ter juizo, por ainda viver como um adolescente na puberdade, por acreditar no errado demasiadamente. Eu, talvez por medo, posição ou por quere-lo bem. Eis um grandiosíssimo defeito reconhecivel. Querer bem quem realmente gosto, ja me fez observar que isso pode acabar por me prejudicar. Digo pois, amei muito e tambem chorei muito. Ja chorei lagrimas das pessoas que gosto. E todas as vezes que eu agi para ajudar quem gosto, por fim, os causei prejuizo. Talvez "Isso beira a sandice... à doença mesmo", mas  há de chegar o dia, que me controlarei. 

...

E por mais que eu tente me afastar, mais envolvo-me por completo. 
Ate onde?
Se soubesse, logo me tranquilizaria.

Por Lawrence Tayller

19 de abril de 2010

Meu Michê - 3 [ Fator "F" ]

Decididamente, cansei.
Sentir-se atraido? Para quê? Por um tempo, não vale a pena. 
E, para sempre, é impossível.



Por Lawrence Tayller

16 de abril de 2010

Meu Michê - 2 [ Fator "F" ]




Uma historia envolvente, louca, cinematográfica.  Com ele tudo é intenso, aventuroso, arriscado, porem é delicioso estar na sua presença. Ilusório talvez, prejudicial, pode ser.  O tal do coração completamente atraído é capaz das maiores loucuras. Eu cometi varias e ainda as cometo. Não sei até onde e até quando. As madrugadas que fofoquem o que guardo em segredo.  Não sei o que acontece, mas já tenho sede do começo, do desconhecido, do desconforto da primeira semana. Por essa razão, eu odeio essa sensação de atração que me leva a cometer atos insanos, a me submeter ao que jamais imaginaria. Portanto, sem eufemismos, com sinceridade. Me fudi!!



Por Lawrence Tayller

12 de abril de 2010

Meu Michê [ Fator "F" ]

Então, confesso. Para não dizer ridiculamente minha confirmação que estou apaixonado, e espontaneamente, não imaginarem a idéia linda do tal do amor, qual repudio, logo digo que, estou atraído, repito, a-t-r-a-í-d-o por este que o denominei de ‘meu michê’. Não por bancá-lo para comigo estar com exclusividade ou por ja ter o pago pelos seus serviços sexuais, mas por ter trejeitos físicos e psicológicos. Corpo musculoso com diversas tatuagens, alto, branco, costas largas e braços fortes e torneados. Nas costas, uma tatuagem da mais famosa obra de Michelangelo, Pietà. Na barriga, a tatuagem do personagem mal-humorado de desenho, o TAS. Bunda arrebitada. Cabelos finos e loiros. Olhos castanhos claros e lábios carnudos que sustentam um inefável beijo.
Tudo começou na balada. Eu, como sempre sozinho, na pista dançava completamente hipnotizado. De repente, chega ate a mim aquele homem lindo, sem camiseta, perguntando-me se eu estava a fim de curti-lo. Deste então, outros encontros rolaram na noite. Encontros advindos de desencontros. Nada marcado, tudo coincidentemente. E eis que aqui estou, completamente envolvido por um sentimento repudiante que me leva em pensamentos a sua imagem dia e noite.
É explicito que ele possui mais malefícios que benefícios. Literalmente, sem eufemismos, ele não presta. Tem um grande poder de persuasão, o tipo bom de barulho, o verdadeiro 171. Tem o que eu sempre julgava nos namorados de sicranos e fulanos alheios. Possui hábitos noturnos. Por não ter onde morar e por sua família não ser natural de Goiânia, perambula em busca de abrigo na casa de um e de outro. É sem futuro, usa drogas, bebe, fuma e é meio metido a garoto de programa. Isso, por não ter emprego, acaba submetendo-se ao dinheiro fácil. E para finalizar seu currículo pessoal, me confessou, no auge do seu estado físico e emocional alcoolizado, que é ex-detento.
Contudo, ele me atrai, me trata muitíssimo bem, me elogia a todo tempo. Na balada esta sempre se preocupando comigo e por duas “afters” que fizemos após a noite, ele foi companheiro, percebia-se em seus olhos a preocupação em não fazer nada de errado para comigo.
Tenho medo de arriscar, de jogar todas as fichas e perder. Talvez ele me trate bem, por um subterfúgios, uma farsa, uma mascara que poderá cair quando mais adiante for essa historia. A vontade que tenho, é cuidar dele, aconselhá-lo, fazer algo para que mude sua trajetória de vida. Já mudei tantas vidas. Já ajudei tanta gente que não merecia. Por sua vez, por que não o dar essa chance de se tornar uma pessoa melhor? Não que eu seja o todo poderoso, mas posso ao menos uma palavra amiga expor. Afinal, todos nos precisamos uns dos outros. Isto é fato. E mesmo que ele não sinta nada por mim, eu, ainda assim, o ajudaria.
E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.


Quando um coração que está cansado de sofrer
Encontra um coração também cansado de sofrer
É tempo de se pensar
Que o amor pode de repente chegar

Quando existe alguém que tem saudade de alguém
E este outro alguém não entender
Deixa este novo amor chegar
Mesmo que depois
Seja imprescindível chorar

Que tolo fui eu, que em vão tentei raciocinar
Nas coisas do amor que ninguém pode explicar
Vem nós dois vamos tentar
Só um novo amor
Pode a saudade apagar

Tom Jobim


Por Lawrence Tayller

7 de abril de 2010

Amor sem dor.


Quem não quer ter um grande amor? Quem não quer viver intensamente uma historia amorosa igual a que vemos em novela? Mas, toda historia de amor tem lá seus dilemas e preocupações que nos trazem dor e sofrimento. Isso é fato. E quem não concorda, nunca viveu um amor intenso. São inúmeras as indagações. Será que estou sendo traído? Será que ele não me ama mais? Será que ele ainda sente atração por mim? Será que tudo que eu fiz para ele foi em vão?
Essas e outras perguntas martirizam nossa mente quando estamos sofrendo, nos sentido desolado, magoados e sozinhos. O coração dói quando amamos alguém e não temos a mesma reciprocidade. 
Não é fácil amar uma pessoa, que na verdade, não te ama. Amor que insiste em te magoar, em te fazer sofrer, e por mais que tentemos mudar essa situação, utilizando todos os artífices possíveis e impossíveis, de repente, nos vemos aprisionados por esse dito amor que, tarde de mais, já nos afastou de grandes amigos, capazes de enxergar, o que não conseguiríamos sozinhos, e por fim já nos fez anular perante tudo e a todos, e por medo de ficar sozinhos, vestimos o sapo de príncipe, o diabo de Deus, o anjo de algoz.
Sei que não me cabe mal dizer desse sentimento tão belo e unico que é o amor. 
Não entendo o amor, mas posso dizer que entendo perfeitamente, da dor causada por esse amor. Cabe-me somente afastar a dor, que é a sombra do amor. Como diz nosso ilustre Carlos Dummond de Andrade, “So se aprende a amar, amando”.
Sou sabio que vivemos num mundo real, e não num conto de fadas, não dá prá ler poemas e achar que ali existe de fato um amor perfeito, intocável, imaculado onde só vemos flores, estrelas, luares e pores-de-sol. Sei que existem amores impossíveis, e amores possíveis que entram em desgaste com o passar do tempo e nos trazem sofrimento. 
Entao resta-nos, curar essa dor transformando nossas vidas, nossos conceitos e principalmente as atitudes que nos tornam prisioneiros e inconscientemente submissos a quem juramos amor eterno. Resta-nos também afastar a dependência afetiva, que nos torna onipotentes. Somos capazes de auto afirmar em nossas escolhas e atitudes. Temos que estimular nossa vontade de viver, e acreditar  no potencial que carregamos. Jamais podemos perder a nossa essência, pois se perdemos essa essência, nos tornamos mais um sofredor, infeliz, e frustrado amorosamente.
E mesmo com a auto estima completamente destroida e perdidos em nossa essência... Devemos assim continuar, nos auto afirmar que, somos capazes de amores melhores. De alguém que tenha reciprocidade no amor que devotamos. Nada de traumas ou o famoso bordão “Nunca mais amarei ninguém” e nada de pensamentos do tipo “O que eu fui para ele afinal?” Bom, convenhamos que, se realmente pensarmos com racionalidade, e realismo, concluiremos que você foi só mais alguém útil, pra alguem inutil, num tempo necessário. Sabemos que relacionamentos, ocorrem percas, ganhos e  trocas, e infelizmente, o mais esperto leva vantagens nessa complexidade toda.
Portanto, para finalizar essa paranoia toda, nem sempre estar sozinho é tão ruim. Relacionar-se socialmente, trocar idéias, fletar outras pessoas, dormir só, curtir ulgumas baladas legais, nos fazem bem.
E, confesso e aconselho acima de tudo. Nada de usar sexo como refugio ou arma. Aquilo que começa  em sexo, termina no sexo. E sexo, encontramos em qualquer lugar, qualquer esquina, qualquer classificado. É melhor cama vazia e coração cheio do que cama cheia e coração vazio.
 
Por Lawrence Tayller