27 de junho de 2010

A situação se repete.

Triste quando a situação se repete. A dependência, a carência, a necessidade de ter alguém do meu lado, mesmo que seja um inexpressivo peixe, me faz cometer atos impensáveis. E eu, na utopia que tinha mudado, me vejo novamente cobrando amizade, afeto, carinho e presença. Queria sim, ter alguém sempre comigo, que cuidasse de mim, que fosse companheiro de ir ao supermercado mais próximo. Quem sabe me desse comida na boca, banho enfim... Mas não posso exigir isso nem dos meus próprios pais. Não quero me justificar, mas confesso sim, que sou dependente, carente e isso me faz ser “rebelde”, não mal. Nas amizades, sempre exijo demasiadamente dos meus amigos, e no fim, acabo ficando sozinho. Na vida amorosa então, é um caos. Talvez, quem sabe, um severo tratamento psicológico pudesse me ajudar. A me dar segurança do que sou, a consertar minha auto-estima, a me fazer segurar minhas paranóias, e me fazer perceber e ser auto-suficiente. Já perdi uma grande e inesquecível amizade por burrice e sandice, e não quero perder outras que virão, pois se assim continuar, poderei sofrer muito ao ponto de chegar um dia que ninguém estará do meu lado. Definitivamente, penso eu, que esse dia já o vivo intensamente.

Por Lawrence Tayller

25 de junho de 2010

Cumprir a palavra.

Das coisas que mais me deixa irritado, é o não cumprimento da palavra de quem assume compromisso comigo. Ainda mais quando esse compromisso ira favorecer quem deu a palavra. Isso me faz pensar que, não adianta querermos mudar as pessoas, é um grande erro quem assim tenta. Ninguém agirá como ajo, ninguém parecerá comigo. Cada um escolhe a melhor maneira de viver, como lhe convir e infelizmente, mesmo eu querendo ajudar, de nada adianta os esforços. Realmente, não dá para fazer nada para ninguém que me entenda, que acolha minhas razões. Logo, viro o louco / vilão / invejoso / destruidor de relacionamento / carente. Esses e outros, são os adjetivos que ouço de quem um dia me pediu conselho. O que é valido é que cada um decida seu destino, seu passo, sua vida. E me cabe conscientizar disso e deixar aqueles que amo, arquear com as conseqüências. Só não admito não dizer que eu não avisei, que não fiz nada, pois na hora que “o bixo pegar” ,eu dolorosamente serei obrigado a dizer: "Eu avisei!". Não que eu torça pelo pior, e sim torço pelo aprendizado que a vida nos ensina.

Por Lawrence Tayller

22 de junho de 2010

O tempo deixa.

Aflições que não se desenrolam. Decepções que sufocam. Expectativas para nada. Confiança depositada que nao foi valho.Como dói para ele. Se sente amargurado e entristecido, por não poder dialogar, não poder confabular, não poder lhe oferecer um único chiclete ou cigarro, não poder lhe defender das opiniões alheias, não poder rir das brincadeiras tolas de momentos, não poder dizer dos seus sentimentos, não poder ao menos lhe dizer um mero “oi” de cumprimento. E num clima incomodante, obrigou-se a fingir que, não estáva ali ao seu lado, a aparentar que não o conhecia mesmo sabendo que viveu grandes e inesquecíveis historias. E essa necessidade, talvez loucura mal resolvida, o faz questionar desesperançado, das injustiças que a vida lhe trouxe. Ele que tanto tentou agir corretamente, amigavelmente, amorosamente, cuidadosamente (ate por demais), se ve fortemente amargurado com o coração partido, remoendo tristeza e solidão. E, ele quando precisou, cuidou como filho, irmão, pai, amante e amigo. E hoje, recebeu a ngratidão e ao menos se importou. Porem, é preciso retroceder algumas atitudes, não forçar, não sufocar, não dramatizar, não exagerar, não grudar, não perguntar, não NADA. É preciso torna-lo mais apreensivo consigo mesmo para que não se torne novamente o vilão. É preciso deixar de ver só o lado bom das pessoas, o choro das pessoas que no momento de apuro te comovem. Mas, fazer o bem, que mal há nisso? Como doi ser passado pra trás, ser feito de brinquedo. Como doi nao ter reciprocidade das pessoas, das quais deseja o bem. Às vezes eu preferiria não conhecer certas pessoas, não estar em certos círculos, não ver certas cenas. Contudo, ele vai errando enquanto o tempo deixar.

Por Lawrence Tayller

13 de junho de 2010

Descanso eterno.

E se o descanso eterno chegasse e batesse a minha porta?
Talvez eu o convidasse para entrar.
Eu na minha sandia esperança pelo futuro, vivo o presente recordando o passado que me remota sofrimento, saudades e tristezas. Sofri muito, com atitudes alheias e próprias. Já não quero isso. Chorei lagrimas que não me pertenciam. Chorei pelos meus arrependimentos, e já me cansei. Por paradigmas, carreguei toda a culpa do mundo nas costas e ainda carrego. E por querer sair do sofrimento que ainda me incomoda, hei de recomeçar a ser feliz. Sei que o passado não volta, mas tenho consciência que tenho o presente em minhas mãos, e posso fazer um novo recomeço. Será difícil, mas não impossível.

Por Lawrence Tayller

1 de junho de 2010

Uma confissão.

Na vida existe erros e verdades, dizer que te amo pode ter sido o meu maior erro, mas foi a minha maior verdade.

Por Lawrence Tayller

21 de maio de 2010

Viver melhor.

Orgulhoso e mediocre. Nao carrego esses adjetivos. Nao me pego narrando vantagens pra ninguem e ainda sim, quero me explicar, me justificar, e dizer que não sou esse monstro terrivel que dizem por ae. Contudo, nao vou me mobilizar contra o que dizem ou pensam sobre minha pessoa, não me importo, talvez nao compense.
Há muitas duvidas, e como há.
Não quero compreender por qual motivo estou aqui, apenas estou e por essa razao, vou viver vivendo, como quis viver, como um passaro livre a voar sempre em busca do melhor verão. Viver ao lado de cães amorosos, de gente simples que não sabe quase nada a não ser apenas afetos e confianças. Não quero saber onde vou chegar e tambem não vou viver como alguém que só vive a correr atras de riquezas materias ou a espera de um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou, que são importantes, interessantes. Nao vivo para provar aos outros que posso ser e ter. De nada é valho. Isso é mesquinhez. Mediocridade lavada. Nao desperdiçarei nem um segundo com gente burra, invejosa, insignificante que so pensa estar acima de todos. Nao sou assim e nao me convem estar ao lado de pessoas que sao assim. Afinal, e no final, todos nos teremos o mesmo destino. A cova nos espera. E enquanto isso, quero viver feliz, viver historias, aventuras, viver junto ao mar, meio jogado mesmo, ao som das boates e aos meus pedidos de Wisk, na noite junto aos becos da Lapa, viver me doando, como sempre fiz. Não me julgue. Não sou perfeito e nem quero ser. Apenas me perdoe. Por ter amado, por ter protegido demasiadamente, por ter me embriagado, me enlouquecido, me suicidado, me irresponsabilizado por todos os meus desvaneios. A vida ja vem me mostrando as conseqüências. Não quero pensar no que vai acontecer se um dia eu cair. Não quero saber até onde vou chegar. Apenas quero viver intensamente antes da partida aos trinta, pois existe um lugar feito no solo a me esperar.

Por Lawrence Tayller

18 de maio de 2010

De repente

Não é estranho. De repente a nossa vida pode mudar completamente. Pode virar de cabeça para baixo ou pode dar um salto de mestre para melhor.
É estranho como ontem morremos de chorar por alguem, e hoje quando lembramos ou vemos esta mesma pessoa, mal nos importamos com ela. A vemos como uma pessoa qualquer e de repente, encontramos alguem que tenha maior significancia que esta.
É estranho como vivemos muitos momentos felizes com nossos amigos, os defendendo e os amando, e de repente eles se vão, deixando apenas lembranças, e é mais estranho ainda, quando surge outros melhores amigos.
É estranho quando um dia dependemos dos nossos pais por completo e depois que nos tornamos adultos, mal ligamos para eles, fazendo com que eles nos ligue com mais intensidade nos combrando presença.
É estranho, num dia estamos jogando dinheiro para cima, já no outro, contamos as moedinhas para inumeros fins.

É estranho como tambem em determinados momentos queremos estar rodeado de pessoas, festas, informaçoes e em outras ocasiões, queremos estar sós.
É estranho como tudo pode mudar.
A vida é feita de mudanças. Cabe a cada um de nos adaptarmos.

Por Lawrence Tayller

11 de maio de 2010

Lembranças.

Estava a lembrar. Há seis meses e quatro dias, a vida me deu uma lição. Uma lição inesperada, muito sofrida. Às vezes eu me pego a pensar, como minha vida seria hoje, se tudo aquilo não tivesse acontecido, se minha sandice não tivesse me atacado demasiadamente, se minha necessidade, minha tida obsessão de sua presença não fosse exacerbada, se minha tentativa de reparação não tivesse vindo a tona. Como estaria(mos) levando a vida...
Talvez estaria bem. Saindo, sorrindo, sendo o mesmo Lawrence Tayller de sempre, ao lado da “excelência moral perfeita”. Mas a vida tomou outros rumos, que fizeram do meu olhar não possuir mais o mesmo brilho, do meu sorriso não ser tão verdadeiro e escancarado. É como se ainda faltasse algum pedacinho meu que esta perdido por aí, em qualquer esquina, em qualquer lugar.
E hoje, agradeço a Deus que me resgatou quando a ventania me derrubou, quando tudo ficou tão nublado, quando as águas sujas e poluída, lá embaixo, passaram pelos meus pés, quando o bombeiro chegou e disse aos gritos para me pular, na pressão para não pular, quando acordei e me vi literalmente num quarto de uma clinica psiquiátrica publica, e sob efeitos dos sedativos gritava um unico nome, que por sua vez não me escutou e por fazer minha vida mais feliz, não se encontrava lá.
E hoje, depois de tanta loucura, turbulência, Deus entrou em minha vida, quando a única coisa que queria era o fim. Por ter conseguido encontrar minhas qualidades, mesmo que talvez poucas. Por ter me superado. E tudo isso teve um lado positivo. Não sejamos mal em pensar negativamente. Nem tudo foi apenas tristeza. Houve um aprendizado. Deus quis me (nos) mostrar algo, uma essencia. Claro que ainda tenho que agir numa atitude, porem Deus ainda não a possibilitou.
E hoje, me resta lembranças, saudades, desejo da presença novamente.
Esperanças não, apenas o envio de boas vibrações, e o desejo das bênçãos de Deus nas minhas orações. Sempre desejeii, continuo desejando e sempre desejarei. E mesmo que me veja como o pior Mal, que Deus continue a cuidar de cada um nos!

Por Lawrence Tayller

26 de abril de 2010

Das justificativas.

Porque tenho essa bizarra mania de sentir saudades das coisas mais impensadas. Saudades das pessoas que passaram e não estão mais, de cenas que foram, simplesmente um detalhe, mas ainda estão aqui. Saudades de fases da vida irrevogáveis.
Porque me sinto sozinho, solitário, sem paz, me estiolo, me menoscabo por isso, por conhecer muitas pessoas, mas não ter um único AMIGO em quem confiar e apenas observo que muitos que dizem ser amigos, apenas há interesses. E como há.
Porque não sei o que quero. Simplesmente, não sei. As vezes quero é ficar deitado durante todo o dia, durante vários dias, durante a eternidade. Mas daí eu tenho que me relacionar publicamente, trabalhar, sorrir, viver a vida. E tudo que eu queria era dormir, dormir e dormir. Talvez para todo o sempre.

Porque tenho depressão alternativa, prefiro curtir a depre festando, saindo, bebendo, dançando, curtindo, zoando e aproveitando muito do que ficar chorando debaixo do chuveiro, lamuriando. E nessas, me acabo demasiadamente, me envolvo com o errado e com gente que literalmente não presta.

Porque estou "atraído" por alguém, mas não tenho animo para envolver-me cada vez mais. Tenho medo de me aventurar mais do que já venho aventurando.

Porque tenho medo de me perder. Nao ter ninguem para me orientar e tarde demais ser. Me sinto só, procurando um caminho para seguir, uma direção, respostas. E hoje a saudade aperta, e não tenho nada a fazer senao apenas chorar.

Por Lawrence Tayller

22 de abril de 2010

Meu Michê - 4 [ Fator "F" ]

E lá estavamos as 06:30hs da manha de uma quinta-feira apos feriado, em plena Av. Goiás discutindo as relaçoes amorosas. Discussão essa irresolúvel, que se tratava das consideraçoes um para com o outro, das provas  sentimentais acima de qualquer outro sentimento, das exposiçoes de  fatos  a nos fazer  refletir, de  apontar erros, afim do outro reconhecer. 
De  temperamentos fortes somos feitos. Ele por nao ter juizo, por ainda viver como um adolescente na puberdade, por acreditar no errado demasiadamente. Eu, talvez por medo, posição ou por quere-lo bem. Eis um grandiosíssimo defeito reconhecivel. Querer bem quem realmente gosto, ja me fez observar que isso pode acabar por me prejudicar. Digo pois, amei muito e tambem chorei muito. Ja chorei lagrimas das pessoas que gosto. E todas as vezes que eu agi para ajudar quem gosto, por fim, os causei prejuizo. Talvez "Isso beira a sandice... à doença mesmo", mas  há de chegar o dia, que me controlarei. 

...

E por mais que eu tente me afastar, mais envolvo-me por completo. 
Ate onde?
Se soubesse, logo me tranquilizaria.

Por Lawrence Tayller

19 de abril de 2010

Meu Michê - 3 [ Fator "F" ]

Decididamente, cansei.
Sentir-se atraido? Para quê? Por um tempo, não vale a pena. 
E, para sempre, é impossível.



Por Lawrence Tayller

16 de abril de 2010

Meu Michê - 2 [ Fator "F" ]




Uma historia envolvente, louca, cinematográfica.  Com ele tudo é intenso, aventuroso, arriscado, porem é delicioso estar na sua presença. Ilusório talvez, prejudicial, pode ser.  O tal do coração completamente atraído é capaz das maiores loucuras. Eu cometi varias e ainda as cometo. Não sei até onde e até quando. As madrugadas que fofoquem o que guardo em segredo.  Não sei o que acontece, mas já tenho sede do começo, do desconhecido, do desconforto da primeira semana. Por essa razão, eu odeio essa sensação de atração que me leva a cometer atos insanos, a me submeter ao que jamais imaginaria. Portanto, sem eufemismos, com sinceridade. Me fudi!!



Por Lawrence Tayller