Sei conscientemente e inconscientemente do meu amor platônico.
Sei também que este amor jamais se concretizará perante aos olhos e pensamentos dos homens em suas idéias indecorosas, em que sob particular observância, o amor que estes mesmos homens dizem ser o verdadeiro, caracterizo como um amor impuro, contaminado, fútil, distraído de verdadeiros sentimentos.
Amar não é tão somente cometer a osculação ou a cópula carnal. Não fundamento o amor no sexo, não vejo ligação.
Talvez seja a maior inverdade, talvez não.
Resigno-me em tê-lo tão somente ao me lado, unido por boas relações semelhantes e laços afetivos, tão criteriosamente sustentado por energias salutares, desprovidas de interesses.
Sim, declaro fielmente que tenho ciúmes.
Ciúme de outros amigos aleatórios, de MSNs e ORKUTs e até mesmo dos seus envolvimentos amorosos. Sei do erro que é o meu ciúme, da minha tida cuja possessão, e por insegurança tenho medo de perdê-lo.
Quando adolescente, tive uma grande desilusão com uma pessoa que conhecia deste a infância, e hoje me frustro pelos os fatos passados. Talvez seja isto que ativa o meu mais cru ciúmes, e insegurança de perder esse amor platônico, importante em minha vida.
E hoje, percebo que viver sem tê-lo ao meu lado, não é viver. Ele é meu porto seguro, minha mão estendida. É para que conto as melhores novidades, e as piores também. Confio indubitavelmente, faço planos para o futuro, vivemos maiores alegrias e tristezas, ele sabe dos meus desejos, sonhos, erros e acertos.
Quanto aos outros! Estes jamais entenderão o meu mais puro e fraternal amor por ele.
Jamais O deixarei.
Estarei lá, hoje e por todo sempre.
Por Lawrence Brito.
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