7 de outubro de 2009

Não meus caros, infelizmente, o tempo não volta atrás

O sol ainda nem nasceu e eu aqui tentando resumir tudo que se passa em mente. Sei ao certo que nada vai adiantar dizer, o quanto dói um coração ofendido, desolado, magoado, entristecido. Contudo, mesmo na minha mais trucidante velada depressão, penso alem do meu próprio eu. Penso o que os outros estão pensando

Não, nao!

Não se trata do ato de perdoar! Nunca guardei ressentimento. Apenas guardei. Ausência. Saudades. Tristeza e Carência. Não é a importancia que as pessoas têm para nós. Não é o fato de lutar para que a tenhamos quem amamos ao nosso lado. Não é aceita-las após os desassossegos.

É sim,

Os meus sentimentos, que foram jogados ao léu. Minha dor que não houve importância. Minhas noites não dormidas. Minhas lagrimas escorridas na escuridão desse meu quarto. Meus sonhos que me fizeram acordar aos berros pela madrugada a fora. Meus estalos de lembranças que sempre brotam do nada em inúmeras ocasiões. Minhas infinitas vezes que precisei de um ombro, de um auxilio, de uma presença, e não tive, que contentaria-me em somente estar alí.A desconsideração, que teve para comigo colocando nossa boa relacão em Xeque-Mate. Meu telefone que nunca mais tocou, e o numero que era primeiro da lista agora não é mais. Meus esforços imensuráveis em ajudar e só receber ingratidões e ingratidões. Meu vexame em publico, misturo a tristeza, perante outras pessoas, num desprezo em um bar qualquer, por quem mais falo bem diante dessas próprias pessoas. Minha injuria na argumentação de não contrariar o concubino em relação aos cortes das minhas imagens em um site de relacionamento. Meu susto por agir pensando em lhe fazer o bem e depois ser apontado como traidor.

Enfim...

Não meus caros, infelizmente, o tempo não volta atrás.

Sim, talvez possa estar como diz o dito popular “com o orgulho ferido”. Porem, tenho razões para isso, e qualquer ser humano em seu estado diligente assim estaria. E por mais que eu tente explicar, ninguém ao certo saberá realmente de tudo que se passa nesse meu coração partido. E não me venha dizer que estou me colocando como vitima, ou dramatizando por demais. Para mim não existe a frase “Oh céus, Oh vida”. Existe sim, o mal que isso dilacera.

O soldado ferido fui Eu. Sou eu que tenho que ser resgatado. Eu que tive percas acima de tudo, e acima de TODOS. Eu que fui mal falado, mal visto. Fui eu que levei fama de ser todo o MAL que existe nesse mundo. Fui o alvo perfeito, e no peito fui atingido.

Eu sei quanta tristeza eu tive, mas mesmo assim ainda vivo, morrendo aos poucos por algo que um dia, chamei de amizade, e que hoje, pelas pedradas que levei, não mais consigo definir ou identificar. Triste e cruel para mim escrever isso, por ora, estou ferido, sufocado pelos gemidos que ainda existem.

As cicatrizes falam, mas as palavras calam, o que eu não me esqueci.

O coração perdoa, mas não esquece à toa.

Os olhos choram, mas não se desabafam.

O nosso castelo construído solidamente, foi levado a julgamento. E aquilo que é seguro, forte e confiável não se deve ser julgado. Porem o castelo foi levado a julgamento por um dos reis. As decisões, o afastamento, o desprezo desse rei para com o seu reinado, levaram a destruição desse lindo castelo construído com sinceridade, carinho e união, desesperando assim o outro rei que ali habita até hoje, na esperança que um dia seu parceiro rei retorne ao seu reinado, de onde nunca deveria ter saído. Na esperança que um dia, possam se unir novamente e reconstruir o castelo, que hoje é só entulhos. Sim, a muralha desse castelo continua alto, inacessível. Pois é essa muralha que o protege de novos ataques. Essa muralha continuara alta, forte e inacessível, pois o rei, depois te tanta flechadas, não consegue identificar quem se aproxima do seu reinado. Se são algozes para fazerem suas maldades ou se são cavaleiros do bem, que veio em sua ajuda. O rei esta ferido, sem forças, triste, oprimido. Mas ele ainda tem fé de ver o seu reinado de pé novamente.

Esse mesmo rei tem fé, mas surge então as perguntas.

Dar nova chance, a quem vem somente destruindo esse reinado. Quais são as garantias? O que este reinado ganha se até hoje so houve percas? Como abrir os portões do reinado para esse rei, podendo assim qualquer momento, este mesmo pode deixar o reinado novamente? Como fica os sentimentos que antes eram um e hoje são outros? Será que de uma vez por todas, tudo será diferente? E os meus sentimentos. Onde ficam eles nisso tudo? Minha dor, minha loucura, minhas noites não dormidas, minhas lagrimas derramadas.

São inúmeras duvidas.

Mas uma coisa é certa.

Estou exausto de tudo isso, de um dia ter mendigado afeto, atenção a quem nem se importou comigo. A quem me julga de não lutar por este reinado. A quem me pergunta se nunca pensei pelo outro lado do rei. A quê diz que os verdadeiros ”reis” sempre os aceitam, após as turbulências. Mas indago. Onde estava o verdadeiro “rei” que abandonaste o outro? Não, não! Não é o meu perdão que falta. É muito mais que um simples perdão que falta nisso tudo. E mesmo assim, por todas risadas; por todos segredos; por todos abraços; por todos os momentos. Ainda sinto sua presença, ainda busco seu abraço. Ainda te chamo, ainda te ouço no meu silencio. E acima de tudo Ainda AMO.

Por Lawrence Brito.

Um comentário:

  1. Fica bem dificil ajudar voce se vc nao se ajuda cara. Não se desiste da vida, não se desiste de amores, nem de amizades desta forma.
    pra mim vc ta sendo covarde.
    Deixe este orgulho de lado e seja feliz.

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