7 de abril de 2010

Amor sem dor.


Quem não quer ter um grande amor? Quem não quer viver intensamente uma historia amorosa igual a que vemos em novela? Mas, toda historia de amor tem lá seus dilemas e preocupações que nos trazem dor e sofrimento. Isso é fato. E quem não concorda, nunca viveu um amor intenso. São inúmeras as indagações. Será que estou sendo traído? Será que ele não me ama mais? Será que ele ainda sente atração por mim? Será que tudo que eu fiz para ele foi em vão?
Essas e outras perguntas martirizam nossa mente quando estamos sofrendo, nos sentido desolado, magoados e sozinhos. O coração dói quando amamos alguém e não temos a mesma reciprocidade. 
Não é fácil amar uma pessoa, que na verdade, não te ama. Amor que insiste em te magoar, em te fazer sofrer, e por mais que tentemos mudar essa situação, utilizando todos os artífices possíveis e impossíveis, de repente, nos vemos aprisionados por esse dito amor que, tarde de mais, já nos afastou de grandes amigos, capazes de enxergar, o que não conseguiríamos sozinhos, e por fim já nos fez anular perante tudo e a todos, e por medo de ficar sozinhos, vestimos o sapo de príncipe, o diabo de Deus, o anjo de algoz.
Sei que não me cabe mal dizer desse sentimento tão belo e unico que é o amor. 
Não entendo o amor, mas posso dizer que entendo perfeitamente, da dor causada por esse amor. Cabe-me somente afastar a dor, que é a sombra do amor. Como diz nosso ilustre Carlos Dummond de Andrade, “So se aprende a amar, amando”.
Sou sabio que vivemos num mundo real, e não num conto de fadas, não dá prá ler poemas e achar que ali existe de fato um amor perfeito, intocável, imaculado onde só vemos flores, estrelas, luares e pores-de-sol. Sei que existem amores impossíveis, e amores possíveis que entram em desgaste com o passar do tempo e nos trazem sofrimento. 
Entao resta-nos, curar essa dor transformando nossas vidas, nossos conceitos e principalmente as atitudes que nos tornam prisioneiros e inconscientemente submissos a quem juramos amor eterno. Resta-nos também afastar a dependência afetiva, que nos torna onipotentes. Somos capazes de auto afirmar em nossas escolhas e atitudes. Temos que estimular nossa vontade de viver, e acreditar  no potencial que carregamos. Jamais podemos perder a nossa essência, pois se perdemos essa essência, nos tornamos mais um sofredor, infeliz, e frustrado amorosamente.
E mesmo com a auto estima completamente destroida e perdidos em nossa essência... Devemos assim continuar, nos auto afirmar que, somos capazes de amores melhores. De alguém que tenha reciprocidade no amor que devotamos. Nada de traumas ou o famoso bordão “Nunca mais amarei ninguém” e nada de pensamentos do tipo “O que eu fui para ele afinal?” Bom, convenhamos que, se realmente pensarmos com racionalidade, e realismo, concluiremos que você foi só mais alguém útil, pra alguem inutil, num tempo necessário. Sabemos que relacionamentos, ocorrem percas, ganhos e  trocas, e infelizmente, o mais esperto leva vantagens nessa complexidade toda.
Portanto, para finalizar essa paranoia toda, nem sempre estar sozinho é tão ruim. Relacionar-se socialmente, trocar idéias, fletar outras pessoas, dormir só, curtir ulgumas baladas legais, nos fazem bem.
E, confesso e aconselho acima de tudo. Nada de usar sexo como refugio ou arma. Aquilo que começa  em sexo, termina no sexo. E sexo, encontramos em qualquer lugar, qualquer esquina, qualquer classificado. É melhor cama vazia e coração cheio do que cama cheia e coração vazio.
 
Por Lawrence Tayller

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